Em Ilusionismo, nem tudo necessita de aparelhagem. Existem magníficas ilusões, que nas mãos do Executante suprem a falta dos aparelhos, conseguindo ele, só por si, apresentar brilhantíssimas ilusões que arrancam entusiásticos aplausos a quem as admira.
Então, com um baralho de cartas, são infinitas as ilusões que se conseguem. É uma deste género, das mais brilhantes, que vamos oferecer aos nossos leitores.
É um trabalho de fácil execução, sem requerer habilidade especial.
O Executante apresenta dois baralhos de costas diferentes, ou seja, um vermelho e outro azul, e pede a qualquer espectador que escolha o que quiser, ficando o outro para si.
Feito isto, entrega o baralho escolhido e pede que faça tal qual ele fizer. Assim, retira do meio do seu baralho uma carta, vê-a secretamente e coloca-a em cima do baralho. Põe-lhe por momentos a mão em cima, para a impregnar de “fluido” e, finalmente, parte o baralho para que a carta fique perdida no meio do mesmo.
“E agora conclui o Executante: eu vou dar a V. Ex.ª o meu baralho para que procure e retire a carta que escolheu, enquanto que eu farei a mesma coisa no baralho que esteve na posse de V. Ex.ª Executado-se assim, ficam duas cartas de costas sobre a mesa. Ao serem voltadas, verifica-se que o valor das cartas é o mesmo, isto é, ambas são iguais.
EXPLICAÇÃO:
O segredo está unicamente no facto de se ter visto a última carta do baralho que se dá ao espectador, e que, ao partir, ficará junta da que foi vista secretamente.
O Executante simula ver a carta que retirou do meio do baralho e que coloca em cima do mesmo, partindo depois. Tudo isso se fez apenas para obrigar o espectador a proceder assim, pois ao Executante nada isso interessa.
Este limita-se, pois, a procurar no baralho do espectador a carta-guia, separando e retirando a que se encontra junta (a anterior se estiver a ver por baixo do baralho). O espectador, procura no outro baralho, a carta que viu, pelo que as duas resultam iguais.
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A atitude do ilusionista e divertir os espectadores, criando a ilusao do impossivel, sem banalizar as tecnicas do ilusionismo
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