• Ao serviço da cultura
    e do espectáculo desde 1956
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Sinopse Histórica

Actividade Social

Atenta e determinada nas directrizes que instituiu, a MAGIARTE envolveu-se, com mestria, na divulgação das criações nacionais, nalguns casos além fronteiras.

Sem descurar a sua função social. Por isso se esforçou, desveladamente, no fomento da congregação dos ilusionistas, procurando incitá-los para objectivos comuns.

Foi dentro deste espírito de colectivismo que promoveu, com alguma frequência, vários convívios e reuniões festivas, em que se integraram muitas das mais influentes figuras vinculadas ao ilusionismo e à qual passaram a aderir novos vultos que constituíram uma nova geração que despontava e que era preciso estimular.

Figuram no historial da MAGIARTE as seguintes iniciativas:

Festa em honra do nosso patrono, S. João Bosco.

Foi em 31 de Janeiro de 1957, na Pousada do Lidador. Do programa constava um jantar e uma sessão de ilusionismo. E foi ainda no rescaldo desse jantar que foi fundada a Tertúlia Ilusionista Tripeira, cuja Direcção ficou constituída por: Lopes Gaya, Dr. Armindo de Matos, Eduardo Franco e Dr. Pires de Carvalho. Após o repasto, preencheram uma agradável sessão de ilusionismo: Dr. Pires de Carvalho, Dr. Falcão de Andrade, Dr. Condorcet Pais Mamede, Lopes Gaya, Arq. Carvalho Dias, Major Zagalo de Lima, Fernando Magalhães, Raul Guimarães, Eduardo Franco e Dr. Armindo de Matos.

1º Festival Mágico da Tertúlia Ilusionista Tripeira

Em 3 de Novembro de 1957, realizou-se, de novo na Pousada do Lidador, mais uma reunião de convívio que recebeu a denominação de 1º Festival Mágico T.I.T.. No final do almoço, exibiram-se com números de ilusionismo: Dr. Pires de Carvalho, Dr. Falcão de Andrade, Raul Guimarães, Padre Jorge Martins, Dr. Condorcet Pais Mamede, Fernando Magalhães, Lopes Gaya, Eduardo Franco e Dr. Armindo de Matos.

Festa em honra do patrono, S. João Bosco

Foi no dia 2 de Fevereiro de 1958 que se realizou um novo convívio para se efectuarem as comemorações em epígrafe, às quais se acrescentou a do 1º aniversário da fundação da T.I.T.. Desta vez, o local escolhido foi o Centro Transmontano do Porto, então sediado no edifício do Palácio Atlântico.

Ao tradicional almoço de confraternização, seguiu-se uma tarde de ilusionismo, na qual actuaram, com o costumado agrado: Raul Guimarães, Engº Sousa Guedes, Dr. Pires de Carvalho, Homero Rocha, Fernando Magalhães, Germinal Lourenço, Dr. Condorcet Pais Mamede, Lopes Gaya, Padre Jorge Martins, Eduardo Franco, Dr. Armindo de Matos, Bartolomeu de Sousa Dias e, a constituir a surpresa da sessão, a esposa deste, uma vez que se tratava de uma participação feminina.

A todas as actuações foram tributados merecidos aplausos, que premiaram a reconhecida capacidade artística dos actuantes e o brilhantismo das trabalhos exibidos, sendo de toda a justiça que se destaque, pela sua espectacularidade, os números de manipulação executados por Germinal Lourenço.

Jantar de homenagem a Eduardo Relvas “Savler”

A MAGIARTE promoveu um jantar, seguido de uma sarau de ilusionismo, para homenagear o ilustre lisboeta Eduardo Relvas "Savler" que, por usufruir o estatuto de decano dos ilusionistas portugueses, era carinhosamente apelidado de “Pai Relvas”. Este evento, que teve lugar no Clube Fenianos Portuenses - 1958, contou com a adesão de um elevado número de confrades.

Jantar de homenagem a Jean Carles

Aproveitando uma das suas frequentes passagens pelo Porto, também Jean Carles foi alvo de uma homenagem, por parte da MAGIARTE, através de um jantar que decorreu na Pousada do Lidador - 1958, ao qual se seguiu uma exibição de micromagia, a cargo daquele categorizado ilusionista francês.

Fundação do CLUBE ILUSIONISTA FENIANOS / Festa em honra do patrono, S. João Bosco

Iniciou-se esta jornada de confraternização e de comemorações, com um almoço, desta vez no Hotel Império, na cidade do Porto, em 31 de Janeiro de 1959. Mas, seria à noite que se assinalaria um acontecimento que haveria de constituir um marco histórico para o movimento ilusionista portuense, já que a Tertúlia Ilusionista Tripeira se dissolveria para, em cerimónia que se desenrolou com toda a solenidade, dar lugar ao Clube Ilusionista Fenianos, que ficou sediado no prestigioso Clube Fenianos Portuense e cuja equipa directiva integrou as seguintes personalidades: Dr. Pires de Carvalho, Dr. Armindo de Matos e Eduardo Franco.

Para comemorar a fundação daquele Clube Ilusionista Fenianos, foi promovido um grandioso festival de ilusionismo, em que se exibiram: Padre Jorge Martins, Fernando Magalhães, Dr. Pires de Carvalho, Dr. F. Ribeiro Saraiva, D. Fernando Maymó Gomis e o Padre Wenceslau Ciuró, estes últimos vindos de Espanha, como convidados especiais.

No dia seguinte - 1 de Fevereiro, uma caravana de automóveis rumou até Santo Tirso, onde foi celebrada missa, pelo Padre Wenceslau Ciuró. Após este acto litúrgico, procedeu-se à inauguração, nos salões do Hotel Sidnay, da exposição MAGIARTE, à qual se seguiu o tradicional almoço de confraternização. Findo este, teve lugar uma sessão de ilusionismo, já habitual nestes encontros, preenchida com as actuações do Dr. Condorcet Pais Mamede e seus filhos, Tenente Lacerda Machado, Barbas Cardoso, Sousa Dias, D. Fernando Maymó Gomis e Padre Wenceslau Ciuró.

Jantar de homenagem a Vitor Peacock

Promovida pela MAGIARTE e pelo Clube llusionista Fenianos, foi prestada a Victor Peacok, Vice-Presidente do MAGIC CIRCLE uma homenagem que compreendeu um jantar, que teve lugar na Pousada do Lidador - 1959 e que foi abrilhantado com várias demonstrações de micromagia, superiormente executadas por aquele célebre ilusionista inglês.

Festa em honra do patrono, S. João Bosco

Estávamos em 31 de Janeiro de 1960, dia consagrado ao nosso padroeiro. Uma data, portanto, a celebrar.
À semelhança do ano anterior, a reunião teve lugar no Hotel Sidnay, em Santo Tirso, local que vinha sendo referenciado como talismã dos ilusionistas nortenhos. O programa de convívio compreendeu um almoço e uma festa de ilusionismo que foi preenchida pelas actuações de um punhado de entusiastas pela nossa fascinante arte. Foram eles: Lopes Gaya, Raul Guimarães, Sousa Dias, Homero Rocha, Germinal Lourenço, Magalhães Aguiar, Dr. Armindo de Matos, Eduardo Franco e, a encerrar, o profissional “Zény”.

Festa em honra do patrono, S. João Bosco

Foi em 5 de Fevereiro de 1961. Revestiu-se de uma certa privacidade, já que, tendo cabido ao Círculo Ilusionista MAGIARTE a sua organização, entenderam os seus componentes que a parte recreativa deveria ser exclusivamente preenchida por gente da casa.

E foi assim que, após o almoço que, também desta vez, teve como palco o Hotel Sidnay, em Santo Tirso, se desenrolou a referida sessão recreativa, em que actuaram os seguintes elementos do também referido Círculo Ilusionista MAGIARTE: Raul Guimarães, Dr. Falcão de Andrade, J. Moreira da Silva, Lopes Gaya, Bartolomeu de Sousa Dias e Fernando Magalhães.

Interregnos

No ano de 1962, viu-se a MAGIARTE forçada a interromper uma tradição de seis anos, não se tendo realizado qualquer acto de homenagem a S. João Bosco. Viviam-se momentos conturbados de tensão e angústia, muito por força do início da guerra colonial.

Entretanto, para que não ocorresse um total alheamento de efeméride tão importante para a comunidade dos ilusionistas, foi promovido, por alguns elementos do Círculo Ilusionista MAGIARTE, um almoço que, com a discrição que as circunstâncias aconselhavam, teve lugar em Entre-os-Rios.

Festa em honra do patrono, S. João Bosco - 1963

Para assinalar a data em que se consagra o nosso patrono, foi organizada a confraternização dos ilusionistas nortenhos, que decorreu com o entusiasmo e a amizade que caracterizaram as antecedentes.

Festa de Confraternização dos Ilusionistas do Norte -1964

Com o avolumar de indícios de uma interrupção da actividade da MAGIARTE, relançava-se um olhar de embevecimento sobre todo o seu passado de glória, testemunhado por amadores, profissionais e várias personalidades estrangeiras: “Dakson”, Maymó Gomis, Wenceslao Ciuró, “Sandy” etc. que a visitaram e rememorava-se a consagração internacional que, em 1959, lhe foi outorgada, publicamente, no Congresso Mágico de Sevilha, como reconhecimento da qualidade dos seus aparatos. Aí ficaram evidenciados, de forma indelével, o apreço e a admiração que foram tributados aos aparelhos que a MAGIARTE colocou em exposição e que acabaram por ser, muito justamente, distinguidos entre os demais. E, falando-se em passado de glória, ter-se-á que nele incluir a extraordinária colaboração concedida pelas esposas dos fundadores, sendo mesmo justo que se refira que muitos dos êxitos que a MAGIARTE conheceu assentaram também na acção desenvolvida por essas magníficas colaboradoras.

Em 1966, confirma-se a suspensão da actividade da MAGIARTE, para, onze anos volvidos, reaparecer no IV Festival Mágico da Figueira da Foz. Este ressurgimento ficou a dever-se ao Dr. Armindo de Matos, que contou com a colaboração de José Coimbra. Ambos se mostravam empenhados numa tentativa de reabertura que, entretanto, se gorou. Segue-se, assim, um novo interregno de alguns anos...

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