Até que, em 1983, um grupo composto por António Ribeiro, Francisco Mota, Jorge Alves e Joaquim Gomes, reúnem vontades e esforços e, determinados em levarem por diante um projecto antigo e a iniciarem uma nova era de concepção, manufacturação e comercialização de artigos de ilusionismo em Portugal, adquirem o que restava da MAGIARTE.
Porém, em resultado de óbices inesperados, a que se juntaria a circunstância de os afazeres profissionais da maioria destes novos elementos não se conciliarem com a actividade da MAGIARTE, ocorreram sucessivos afastamentos, acabando por ficar apenas António Ribeiro, como único proprietário.
Nestes anos decorridos, após a celebração de um acordo com os desistentes, empreendemos uma intensa actividade, perspectivando a consumação de uma reabertura condigna e uma programação para actividades complementares da MAGIARTE. Assim, fomos desenvolvendo e concretizando:
1. a legalização e o registo da MAGIARTE, acto que, escassos meses após a formulação do mencionado acordo, viria a ser publicado no Diário da República.;
2. a reconstituição do museu da MAGIARTE, tarefa que se revestiu de muita meticulosidade e que conheceu alguns escolhos, já que foi frequente encontrar-se um mesmo aparelho confeccionado e acabado em vários tipos de materiais diferentes, com ou sem decoração, de acordo com a época e o gosto do primeiro adquiridor (um aparelho podia ainda ser apenas pintado; pintado e decorado, manualmente, em estilo oriental; pintado e decorado, à pistola, sobre um molde; e, finalmente, decorado apenas com papel colado).
Cabe também aqui deixar expressa a nossa receptividade a todos quantos nos queiram ainda auxiliar nesta recolha e, consequentemente, na valorização do museu da MAGIARTE, relativamente ao qual desejamos reafirmar que o pretendemos edificar, não para nossa exclusiva satisfação, mas a pensarmos, muito intensamente, nos confrades para quem a MAGIARTE representa algo de válido.
Retomando a enumeração do que fomos desenvolvendo e concretizando, referimos mais:
3. o retorno à venda de aparatos - novos e clássicos -, em duas linhas: estanderizada e luxo - e em cuja decoração se mantém o estilo que Germinal Lourenço define;
4. a manufacturação de aparelhos de ilusionismo, em exclusivo para Confrades que a nós recorrem e também para vários estúdios, estes com fins de comercialização;
5. a presença e participação nas seguintes realizações: Magicporto; S. João Bosco no C.I.F.; Convenção A.P.I.; Festival de Magia da Figueira da Foz; Congresso da A.F.A.P. (Bordeaux); Congresso Português de Ilusionismo, (Figueira da Foz); Concurso Inter-Sócios, A.P.I.; Festival Internacional de Magia da Amadora; Magicvalongo; Festival de Magia, (Viseu); Festival Internacional de Magia de Mafra;
6. a publicação e expedição de circulares informativas, cuja temática incide na apresentação e descrição de diversos efeitos.
7. a publicação do Novo sistema de informações catalogadas, idealizado e estruturado para albergar toda a diversidade de temas, actualizável, segundo a aparição de novidades e do catálogo Nº3; a reedição do catálogo Nº2;
8. a promoção dos Simpósios Magiarte;
9. a reaparição do boletim Magiarte, 3ª Série;
Passados em revista os primórdios da MAGIARTE, assim como as diferentes épocas em que sobreviveu em glória, os interregnos e os ocasos e, por fim, o seu actual ressurgimento que se espera não seja efémere, encerramos esta resenha com a reformulação da nossa receptividade a tudo quanto de válido, para a MAGIARTE e para o nosso ilusionismo, pretendam os nossos Confrades trazer até nós.
São diversas as áreas em que poderão espraiar a sua colaboração, ajudando a cimentar as estruturas desta nova fase da MAGIARTE, para a qual auguramos o mais radioso futuro.
Somos, neste aspecto, desmedidamente ambiciosos, exactamente porque nos contrapomos à estagnação e ao retrocesso. Estamos, assim, firmemente dispostos a emparceirar com todos quantos perfilhem esta apetência, para, tal como em épocas passadas, se produzir algo de benéfico para o nosso tão carenciado ilusionismo.
Em relação à complexa actividade até agora desenvolvida, queremos aqui deixar uma referência, de profunda gratidão, às valiosas ajudas que nos têm sido concedidas por muitos confrades e amigos, de entre os quais nos permitimos destacar Adriano Vieira, António Cardinal, Fernando Ribeiro, Germinal Lourenço e Magalhães Aguiar, por a colaboração que nos têm dispensado se caracterizar por uma efectividade e constância que, em consequência, nos tem sido muito proveitosa.
Tony Klauf
Magiarte - his_texto_3 - taumaturgia taumaturgico taumaturgo
taumaturgias, taumaturgicos, taumaturgos,
A atitude do ilusionista e divertir os espectadores, criando a ilusao do impossivel, sem banalizar as tecnicas do ilusionismo
Se visualizou letras, palabaras ou frases em abstracto, é porque o navegador utilizado não reconhece JavaScript!
Por favor utilize outro navegador ou veja a versão alternativa sem JavaScript
Obrigado por visitar a nossa página.